O Instituto de Terras Raras (IRT) da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) em Lagoa Santa, recebeu, na última terça-feira (7), representantes do Consulado da Romênia para uma visita técnica voltada à identificação de oportunidades de cooperação entre Minas Gerais e o país europeu. A agenda debateu minerais críticos, transição energética, inovação tecnológica, pesquisa aplicada e desenvolvimento de soluções industriais de baixo carbono.
A comitiva romena contou com a participação do cônsul honorário da Romênia em Belo Horizonte, Ricardo Costin; da assistente do cônsul honorário, Leone Lino; e de representantes da empresa Esave, Ion Vasile e Alin-Olimpiu Epure. Já pela FIEMG, estiveram presentes, entre outros representantes, o presidente do Conselho de Relações Internacionais da FIEMG, Alexandre Mello; o superintendente do IEL, Gustavo Macena; e o coordenador do ITR, André Pimenta, responsável pela apresentação técnica da estrutura.
Durante o encontro, André Pimenta apresentou o papel estratégico do ITR como um hub de pesquisa, desenvolvimento e industrialização de tecnologias relacionadas às terras raras. Primeiro laboratório de ligas e ímãs de terras raras do Hemisfério Sul, a unidade tem capacidade para produzir até 100 toneladas de ímãs sinterizados de neodímio-ferro-boro, conhecidos como ímãs permanentes por ano.
A apresentação mostrou que o desenvolvimento dessa cadeia envolve uma série de etapas, como mineração, processamento, lixiviação, separação dos elementos, produção de ligas, moagem, prensagem, sinterização, usinagem, recobrimento e magnetização. A capacidade de integrar essas fases posiciona Minas Gerais como um polo relevante para a pesquisa e a produção de tecnologias associadas aos minerais críticos.
A delegação também conheceu o MAGBRAS, projeto que busca desenvolver um demonstrador industrial do ciclo completo de produção brasileira de ímãs permanentes de terras raras. Com duração entre 2025 e 2028, e investimento de R$ 73 milhões, a iniciativa reúne Institutos SENAI de Inovação, instituições científicas e tecnológicas e empresas de diferentes segmentos da indústria e contempla desde a extração e o processamento dos minérios até a fabricação, o recobrimento, a magnetização e a reciclagem dos ímãs.
Outro tema central da visita foi a agenda de redução das emissões de gases de efeito estufa. Foram destacadas iniciativas desenvolvidas pelo CIT SENAI em áreas como hidrogênio verde, captura e utilização de dióxido de carbono e combustíveis sustentáveis.
Ao final da agenda, representantes das duas partes reforçaram o interesse em avançar na construção de parcerias envolvendo pesquisa aplicada, inovação e desenvolvimento industrial. A aproximação poderá aproveitar competências complementares de Minas Gerais e da Romênia para fortalecer a cadeia de minerais críticos e acelerar a criação de tecnologias estratégicas para a transição energética e para a indústria do futuro.
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Thaís Mota
Imprensa FIEMG