
A abertura do segundo dia do Imersão Indústria 2025 contou com o painel “Equilibrando o Sistema: Desafios Reais na Operação do Setor Elétrico Brasileiro”, que reuniu especialistas e representantes de diferentes segmentos do setor para debater o futuro da matriz energética nacional, os avanços tecnológicos e os desafios na gestão e distribuição de energia. O encontro faz parte da programação da 7ª edição do evento, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), no BH Shopping, em Belo Horizonte.
Participaram do painel o presidente do Sindicato Intermunicipal das Empresas de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia do Estado de Minas Gerais (SINGTD), Augusto Machado; o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), Marcos Madureira; o diretor técnico da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE), Geraldo Pontelo; e a diretora de Assuntos Corporativos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Elisa Bastos.
Durante o debate, os participantes destacaram a necessidade de modernização, estabilidade regulatória e planejamento integrado para garantir o equilíbrio do sistema elétrico brasileiro. Para Augusto Machado, a eficiência do setor passa por uma atuação conjunta entre governo, agentes reguladores e setor produtivo. “O diálogo entre governo, concessionárias e consumidores industriais é essencial. A indústria é um dos principais vetores de demanda e, ao mesmo tempo, de inovação. É fundamental que o setor elétrico esteja preparado para acompanhar esse movimento e apoiar a competitividade do país”, afirmou.
Marcos Madureira ressaltou que a modernização do sistema é indispensável para corrigir distorções e garantir eficiência econômica. “O setor elétrico brasileiro ainda convive com subsídios que não geram benefícios reais para o sistema e acabam elevando os custos repassados aos consumidores. A modernização é fundamental para corrigir essas distorções, reduzir ineficiências e fortalecer a sustentabilidade financeira do setor. É preciso avançar em um modelo que estimule a inovação, garanta previsibilidade e mantenha a confiança de todos os agentes envolvidos”, destacou.
Em seguida, Geraldo Pontelo enfatizou o papel estratégico do sistema de transmissão para o fortalecimento da infraestrutura energética nacional. “O sistema de transmissão é essencial porque potencializa a segurança e a confiabilidade no suprimento energético, universaliza o livre acesso de geradores e consumidores à rede básica e ainda promove a integração de novas fontes de geração. É um ativo que dá sustentação ao crescimento da matriz elétrica brasileira e à ampliação da competitividade do país”, pontuou.
Fechando o painel, Elisa Bastos abordou a importância do armazenamento de energia como instrumento de otimização operacional. “O armazenamento é um elemento essencial para o futuro do setor. Ele permite aproveitar melhor a energia gerada, evita desperdícios e garante o fornecimento nos momentos de maior demanda. Mas essa solução precisa ser planejada com um olhar operacional, considerando as características do sistema e a integração entre as diferentes fontes de geração”, explicou.
Com o tema “Conexões para transformar o futuro”, o Imersão Indústria 2025 reuniu empresários, especialistas e representantes do setor produtivo em dois dias de programação voltada à inovação, competitividade e desenvolvimento industrial. O evento apresentou mais de 50 painéis e 50 horas de conteúdo distribuídos em sete eixos temáticos: Capital Humano, Economia e Finanças, ESG, Gestão Tributária, Inovação e Tecnologia, Meio Ambiente e Energia, e Relações do Trabalho.
A 7ª edição do Imersão Indústria é uma realização do SESI, SENAI, IEL e FIEMG. Conta com patrocínio máster da Vale e do Sicoob, apoio máster do Sebrae, patrocínio ouro de ArcelorMittal, Energisa, Herculano Mineração, Samarco e Usiminas; e patrocínio prata de AngloGold Ashanti, Construtora Barbosa Mello, Bemisa, Copasa, Grupo Avante, J. Mendes, Kinross, ManpowerGroup e RHI Magnesita, além de apoio da UNA, Rede Minas e Rádio Inconfidência, por meio da Empresa Mineira de Comunicação.
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Caio Tárcia
Imprensa FIEMG