A indústria mineira iniciou 2026 com retração no faturamento. Em janeiro, a receita da indústria geral, que engloba os segmentos extrativo e de transformação, recuou 11,7% na comparação com dezembro, interrompendo a sequência de resultados positivos registrada desde setembro de 2025. O resultado refletiu a redução de pedidos em carteira nas empresas da indústria de transformação, tanto no mercado interno quanto no externo.
As horas trabalhadas na produção também diminuíram no mês, influenciadas pela concentração de férias coletivas e individuais e pela compensação de banco de horas. Apesar disso, a utilização da capacidade instalada avançou e alcançou 81,4%.
No mercado de trabalho, o emprego industrial apresentou leve crescimento. A massa salarial real e o rendimento médio real também registraram alta, movimento associado ao aumento do pessoal empregado e ao pagamento de férias.
O segmento de transformação, mais sensível às oscilações do ciclo econômico, foi o que mais refletiu o cenário de desaceleração no início do ano. Para 2026, o ambiente macroeconômico segue desafiador, com política monetária restritiva e limitações fiscais que tendem a condicionar o ritmo de expansão da atividade industrial.
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Fernanda Borges
Imprensa FIEMG