A indústria mineira encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados positivos no acumulado do ano, mesmo diante de um cenário econômico desafiador. Em junho, porém, o faturamento da indústria geral recuou 1,1% em relação a maio, na segunda queda consecutiva do indicador. O movimento foi influenciado pela redução dos pedidos em carteira e pelo adiamento de vendas em empresas da indústria de transformação.
Na contramão do faturamento, as horas trabalhadas na produção cresceram 0,4% no mês, acumulando cinco resultados positivos consecutivos. O emprego industrial também avançou, com alta de 0,9%. Já a utilização da capacidade instalada caiu de 82,4% em maio para 81,2% em junho. A massa salarial real recuou 1,1% e o rendimento médio real diminuiu 2,1%.
Apesar das oscilações mensais, todos os indicadores pesquisados registraram variações positivas no acumulado de 2026. No período, o faturamento cresceu 1,4%, as horas trabalhadas aumentaram 2,2% e o emprego avançou 2,1%. A massa salarial real apresentou alta de 5,4%, enquanto o rendimento médio real cresceu 3,2%.
O levantamento da FIEMG foi realizado com 180 empresas. Para 2026, a expectativa é de crescimento moderado da indústria mineira, em meio a desafios como as condições financeiras restritivas, as incertezas fiscais, as tensões no Oriente Médio e as novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Confira o estudo completo neste link.
Denise Lucas
Imprensa FIEMG