O setor de fabricação de artefatos de concreto e materiais similares registrou saldo positivo na geração de empregos no primeiro semestre de 2026. Segundo levantamento da Gerência de Economia da FIEMG, o segmento criou 2.580 postos de trabalho no Brasil entre janeiro e junho, impulsionado principalmente pelas atividades de estruturas pré-moldadas de concreto armado e preparação de massa de concreto e argamassa.
Em Minas Gerais, o setor também apresentou recuperação no mercado de trabalho. Após quatro meses consecutivos de saldos negativos, junho marcou a retomada das contratações no estado, com a abertura de 122 vagas. O segmento de estruturas pré-moldadas de concreto armado foi o principal responsável pelo resultado, com 81 novos postos de trabalho no mês.
No Brasil, somente em junho, foram criadas 221 vagas, com destaque para estruturas pré-moldadas de concreto armado, responsável por 157 empregos, e preparação de massa de concreto e argamassa, com 74 postos.
O desempenho ocorre em um cenário de desafios para o setor, marcado pela retração da produção industrial. No acumulado do primeiro semestre de 2026, a produção brasileira de artefatos de concreto e materiais similares recuou 0,7% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar disso, em junho, houve crescimento de 5,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o maior avanço para o mês desde 2021.
Para a FIEMG, os dados reforçam a relevância da cadeia produtiva do concreto para a economia mineira. De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o setor reúne 1.737 empresas em Minas Gerais e emprega mais de 15 mil trabalhadores, representando 15% dos estabelecimentos nacionais do segmento.
Além da geração de empregos, o setor também apresentou crescimento na abertura de novos negócios. Entre janeiro e junho de 2026, Minas Gerais registrou 103 novos estabelecimentos, sendo o segundo estado brasileiro com maior saldo de novas empresas no segmento, atrás apenas de São Paulo. O resultado foi 63,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram abertas 63 empresas.
As perspectivas para o segmento seguem relacionadas ao desempenho da construção civil, especialmente pelos investimentos em habitação e infraestrutura. O relatório destaca que a expansão do programa Minha Casa, Minha Vida e projetos de pavimentação em concreto podem contribuir para sustentar a demanda por artefatos de concreto nos próximos meses.
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Ana Paula Motta
Imprensa FIEMG