A cultura de inovação e os desafios para mensurar seus resultados estiveram no centro do debate realizado durante a Imersão Indústria, nesta quinta-feira (23/4), em Belo Horizonte. Especialistas de grandes empresas compartilharam experiências práticas sobre como estruturar programas, engajar pessoas e conectar a inovação à estratégia corporativa.
Participaram do painel a gerente de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da Copasa, Karoline Tenório; a gerente geral de Marketing, Estratégia e Inovação da Belgo Arames, Malu Ciorlia; e a agente de inovação da Vale, Aylen Ambertin. A mediação foi conduzida pela analista de inovação aberta do FIEMG Lab, Genilda de Oliveira.
Representando a Vale, Aylen destacou que a inovação precisa estar integrada à cultura organizacional e à estratégia da empresa. “Nosso bate-papo foi voltado para como colocar as pessoas no centro da inovação e conectar isso à estratégia, além de defender essa agenda junto à alta liderança”, afirmou.
Segundo ela, na Vale, a inovação é descentralizada, mas conta com governança estruturada. “Temos programas de fluência em inovação que alcançam desde a liderança até estagiários, com métodos e ferramentas aplicáveis no dia a dia, desde problemas simples até projetos de grande porte”, explicou.
Aylen também ressaltou a conexão entre inovação e gestão de pessoas. “A inovação está muito ligada à área de recursos humanos, sendo considerada na contratação, no desenvolvimento de lideranças e nos programas de capacitação”, disse.
Na Copasa, a gerente Karoline Tenório reforçou que a mensuração da inovação ainda é um dos principais desafios para as organizações. “A medição dos resultados e da cultura de inovação é complexa, principalmente por conta do risco inerente aos projetos inovadores”, pontuou.
Ela destacou a necessidade de amadurecimento na relação com o risco. “Para ser inovação, precisa haver risco. O desafio é entender como incorporar isso nos indicadores e qual é o apetite da liderança para assumir esses riscos”, afirmou.
Já Malu Ciorlia, da Belgo Arames, enfatizou o papel estratégico da inovação para a sustentabilidade dos negócios. “A inovação não é apenas investimento ou custo. Ela está diretamente relacionada à gestão do risco de uma empresa se manter relevante no mercado”, declarou.
Para a executiva, o tema é consenso entre as organizações, mas ainda exige evolução. “Todas as empresas reconhecem a importância da inovação, mas ainda enfrentam dificuldades para medir seus resultados e consolidar essa cultura de forma transversal”, disse.
A visão do ecossistema também foi abordada pela analista do FIEMG Lab. Segundo Genilda, mensurar o valor gerado pela inovação é um ponto crítico para o avanço do tema. “Entender como medir essa cultura e os resultados que ela gera é fundamental para consolidar a inovação como estratégia nas organizações. A inovação aberta conecta indústrias a startups, centros de pesquisa e tecnologias. Nosso papel é impulsionar essa cultura e apoiar as empresas nesse processo”, concluiu.
O painel mostrou que, embora a inovação já seja prioridade na indústria, o desafio agora está em torná-la mensurável, escalável e, sobretudo, integrada à cultura e à tomada de decisão das empresas.
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Ana Paula Motta
Imprensa FIEMG