Realizado no Dia da Mineração, o seminário “Engenharia Mineral – Os desafios para atender ao novo boom da mineração” reuniu, nesta quinta-feira (7/05), na sede da FIEMG, em Belo Horizonte, representantes da indústria mineral, especialistas e executivos do setor para discutir os impactos do novo ciclo de crescimento da mineração no Brasil. Promovido pela revista Brasil Mineral, com apoio do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra-MG), o encontro abordou temas como inovação tecnológica, formação de mão de obra, sustentabilidade, engenharia aplicada à mineração e gestão de riscos.
A programação reuniu representantes da indústria mineral, especialistas em engenharia, executivos e lideranças do setor para discutir inovação, sustentabilidade, mão de obra, gestão de riscos e os impactos do novo ciclo de crescimento da mineração no país.
Na abertura do seminário, o presidente em exercício da FIEMG, Emir Cadar Filho, destacou a relevância histórica e econômica da mineração para Minas Gerais e ressaltou a importância de a Federação sediar discussões estratégicas para o desenvolvimento do setor. “Mineração está no próprio nome de Minas Gerais. Então, é importante sempre reforçar o peso desse setor para o nosso Estado. Para a FIEMG é uma honra receber um evento dessa relevância e manter as portas abertas para debates tão importantes para Minas e para o Brasil”, afirmou.
O presidente do Sindiextra, Gustavo Lanna, reforçou a importância da retomada do seminário em Belo Horizonte após edições itinerantes realizadas em São Paulo. Segundo ele, trazer o encontro novamente para Minas representa aproximar o debate do principal polo mineral do país. “A base da cadeia mineral brasileira está em Minas Gerais. Conseguimos trazer o evento de volta para dentro de casa, reunindo um público extremamente qualificado”, afirmou.
Lanna destacou ainda que o seminário promove uma integração essencial entre mineração e engenharia, especialmente em um contexto de transformação tecnológica e necessidade de formação de profissionais qualificados. “O foco deste evento foi justamente discutir a engenharia aplicada à mineração. Falamos de mão de obra, formação profissional, projetos e desafios estruturais. A mineração é um setor cíclico e precisamos preparar pessoas e tecnologia para os próximos ciclos de crescimento”, explicou.
Após a abertura, o CEO da Samarco, Rodrigo Vilela, apresentou reflexões sobre os caminhos para transformar o Brasil em uma potência mineral global. Em sua fala, ele destacou que o país vive uma oportunidade histórica impulsionada pela agenda mundial de transição energética. “Pela primeira vez estamos associando mineração a desenvolvimento sustentável. Hoje se fala de mineração e transição energética, futuro limpo e segurança de cadeias produtivas. Esse é um momento extremamente crucial para o setor”, afirmou.
Rodrigo Vilela ressaltou ainda as vantagens competitivas brasileiras, como reservas minerais estratégicas, minério de ferro de alta qualidade e matriz energética limpa. “O Brasil possui minerais críticos, minério de alta qualidade e uma matriz energética verde. É uma oportunidade que realmente não deveríamos deixar passar”, disse.
O CEO da Samarco também chamou atenção para a necessidade de o setor avançar em inovação tecnológica e geração de valor agregado, deixando para trás um modelo focado apenas em escala e volume. “A grande discussão agora é como capturar tecnologia nos projetos e transformar essa potência mineral em geração de valor para o país”, destacou.
Ao longo da tarde, o seminário contou ainda com painéis sobre inovação e novas tecnologias na engenharia mineral, sustentabilidade na construção, eficiência energética, gestão de riscos e contratos em projetos de mineração, além da palestra “A Mineração do Futuro”, ministrada por Clarissa Martins Alves Lopes, da Deloitte.
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Thaís Mota
Imprensa FIEMG