Um gesto simples, voluntário e capaz de salvar vidas. Este é o propósito da campanha Toda Doação Importa, do Sistema FIEMG, que mobilizou em junho, mais de 30 empregados de Belo Horizonte para uma ação de doação de sangue. Ao todo, foram efetivadas 25 doações. A iniciativa integra uma mobilização permanente da entidade para incentivar a doação de sangue e medula óssea entre os empregados e fortalecer uma rede interna de apoio a pacientes que dependem de transfusões.
O banco de doadores da FIEMG reúne mais de 560 empregados cadastrados. A proposta é aproximar colaboradores que desejam doar de campanhas, mutirões, caravanas e pedidos emergenciais divulgados internamente. Nos últimos anos, a mobilização tem registrado participação recorrente: em setembro de 2024, foram arrecadadas 43 bolsas de sangue; em julho de 2025, 49 empregados se inscreveram e 47 doações foram realizadas; em novembro de 2025, a ação contou com 49 participantes e 40 doações efetivadas.
A doação de sangue é essencial para o atendimento de pacientes em cirurgias, tratamentos contra o câncer, acidentes, transplantes, complicações no parto, doenças hematológicas e outras situações que exigem transfusão. Como ainda não existe substituto para o sangue humano, os estoques dos hemocentros dependem diretamente da participação de doadores voluntários e regulares.
Para Alex Silvério, coordenador de Lazer e Esportes do SESI-MG, doar sangue é uma atitude simples, mas com grande impacto. Doador frequente, ele afirma que a motivação está na possibilidade concreta de ajudar quem precisa. “O que me motiva a doar sangue é saber que uma simples ação, que só depende de mim, pode ajudar a salvar a vida de várias pessoas. É um simples gesto que pode fazer uma diferença enorme na vida de muita gente”, afirma.
Alex também reforça que a doação é um procedimento tranquilo e seguro. Para ele, a informação ajuda a reduzir o receio de quem nunca participou de uma campanha. “Uma mensagem que deixo para quem ainda tem receio ou nunca participou é que essa ação é muito tranquila e muito segura. Um dia, nós mesmos ou algum de nossos familiares podemos depender da ajuda e da doação de alguém”, destaca.
Além de contribuir para salvar vidas, o doador de sangue tem direitos previstos em lei. Trabalhadores regidos pela CLT podem se ausentar do trabalho por um dia, a cada 12 meses, em caso de doação voluntária devidamente comprovada. A legislação federal também prevê atendimento prioritário em supermercados, bancos, clínicas e outros, para doadores de sangue, mediante apresentação de comprovante de doação válido por 120 dias.
Programa Toda Doação Importa – Na FIEMG, a mobilização para doação de sangue faz parte do programa Toda Doação Importa, iniciativa voltada ao estímulo da solidariedade entre os empregados. No eixo de sangue e medula óssea, o programa mantém o banco interno de doadores, organiza caravanas, apoia coletas nas unidades de trabalho e divulga pedidos de doação na intranet, conectando colaboradores de todo o estado em uma rede de apoio.
Segundo Alessandra Rigueira, analista de Investimento Social da FIEMG, o banco de doadores fortalece uma corrente interna de solidariedade com impacto direto na vida das pessoas. Ela ressalta que cada empregado cadastrado amplia a capacidade de resposta da instituição diante de campanhas e pedidos de doação. “Por meio do banco de doadores, unimos empregados em uma grande rede de apoio. Cada doação carrega uma história, um propósito e a possibilidade real de transformar o futuro de alguém”, completa.
O programa também contempla outras frentes de atuação social, como campanhas de arrecadação de alimentos, agasalhos, livros e outros itens destinados a organizações sociais. Além disso, incentiva a participação dos empregados em iniciativas solidárias, como a campanha de Natal Papai Noel dos Correios.
Para Alessandra, a campanha transforma o engajamento dos empregados em cuidado e oportunidade para quem mais precisa. “O programa Toda Doação Importa traduz a essência do compromisso da FIEMG com a responsabilidade social ao transformar gestos de solidariedade em esperança, cuidado e oportunidades para quem mais precisa”, afirma.
A analista também destaca que essa cultura de participação pode ser ampliada por meio do Programa de Voluntariado Geração F, que incentiva empregados do Sistema FIEMG a dedicarem tempo, conhecimento e talentos a causas sociais. “Convidamos todos os empregados do Sistema FIEMG a fazerem parte também do Programa de Voluntariado Geração F, colocando seus talentos, conhecimentos e tempo a serviço de causas que inspiram mudanças e fortalecem a construção de uma sociedade mais humana, inclusiva e solidária”, ressalta.
Como funciona a doação de sangue – Na Hemominas, o processo começa com o cadastro do candidato à doação. Em seguida, a pessoa passa por triagem clínica, etapa em que são avaliadas as condições de saúde e possíveis impedimentos temporários ou definitivos. Estando apto, o doador segue para a coleta. Todo o material utilizado é descartável, o que garante segurança ao procedimento.
Podem doar pessoas em boas condições de saúde, com idade entre 16 e 69 anos e peso acima de 50 quilos. Jovens de 16 e 17 anos devem estar acompanhados do responsável legal ou apresentar autorização formal. Pessoas a partir de 61 anos só podem doar se tiverem realizado pelo menos uma doação até os 60 anos. Também é indispensável apresentar documento oficial com foto.
No dia da doação, a orientação é não estar em jejum, dormir bem na noite anterior, evitar alimentos gordurosos e não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores. Mulheres podem doar até três vezes em um período de 12 meses, e homens, até quatro vezes.
Depois da coleta, o sangue passa por testes e é separado em componentes, como hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado. Cada paciente recebe apenas o componente necessário ao seu tratamento. Por isso, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas.
Com o Toda Doação Importa, a FIEMG busca uma atuação social baseada no cuidado, no voluntariado e no engajamento coletivo. A campanha mostra que a doação de sangue, quando incorporada à rotina institucional, deixa de ser uma ação isolada e se transforma em uma rede permanente de solidariedade.
Ana Paula Motta
Imprensa FIEMG