A indústria mineira registrou queda de 2,1% no faturamento real em setembro, na comparação com agosto, segundo a Pesquisa Indicadores Industriais de Minas Gerais, elaborada pela Gerência de Economia da FIEMG. O resultado refletiu a redução de pedidos nos segmentos extrativo e de transformação e levou o indicador a acumular retração de 0,5% em 2026.
Os demais indicadores de atividade também apresentaram desempenho negativo. As horas trabalhadas na produção recuaram 1,1% no mês, enquanto a utilização da capacidade instalada passou de 82,6% em agosto para 82% em setembro.
No mercado de trabalho, o emprego industrial caiu 0,4%, influenciado por ajustes no quadro de funcionários da indústria de transformação. Em contrapartida, a massa salarial real cresceu 0,8% e o rendimento médio real avançou 1%, impulsionados principalmente pelo pagamento de verbas rescisórias e de participações nos lucros e resultados.
No acumulado de 2026, o faturamento real registra queda de 0,5%, enquanto as horas trabalhadas avançam 1,8%, o emprego cresce 2,4% e a massa salarial real acumula alta de 4,3%.
O conjunto dos resultados evidencia as dificuldades da indústria mineira para sustentar o crescimento da atividade diante de um ambiente econômico desafiador. Para os próximos meses, o elevado endividamento das famílias, as condições financeiras restritivas e as incertezas externas, especialmente relacionadas às tensões geopolíticas e à política tarifária dos Estados Unidos, exigem cautela.
A pesquisa de setembro de 2026 foi realizada com 178 empresas e acompanhou indicadores como faturamento real, horas trabalhadas na produção, emprego, massa salarial real, rendimento médio real e utilização da capacidade instalada.
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Imprensa FIEMG