No último dia da Imersão Indústria, nesta sexta-feira (24/4), em Belo Horizonte, um painel único reuniu especialistas e executivos para discutir os desafios do chamado Custo Brasil e apontar caminhos para o aumento da competitividade da indústria nacional. Com mediação do consultor em gestão pública, estratégia e atração de investimento, Fernando Passalio, o debate trouxe uma visão prática e estratégica sobre os entraves enfrentados pelas empresas no país.
A abertura destacou a relevância do tema no atual ambiente de negócios. “Superar ineficiências e alcançar alto desempenho é um dos grandes desafios das empresas no atual ambiente de negócios”, ressaltou a mestre de cerimônias. Segundo ela, a competitividade passa, necessariamente, pelo enfrentamento direto do Custo Brasil.
Entre os painelistas, o diretor de Economia e Planejamento Financeiro Corporativo da Usiminas, Fabrício Meirelles, reforçou que o tema deve ser tratado como uma agenda coletiva. “A agenda do Custo Brasil é uma agenda estratégica super importante para a gente discutir, principalmente em eventos como esse da FIEMG. Não é uma agenda de uma empresa individual, mas sim de toda a sociedade, para a gente poder evoluir, ganhar competitividade da indústria e conseguir vencer os obstáculos”, afirmou.
Meirelles destacou ainda os principais fatores que impactam o ambiente empresarial. “Nós temos desafios logísticos, energéticos, complexidade tributária e custo de capital. O custo de capital e a complexidade tributária permeiam todos os pilares. Na minha visão, são os mais importantes e deveriam ser priorizados na busca por soluções”, completou.
Na mesma linha, o vice-presidente corporativo de Finanças e TI da ArcelorMittal Brasil, Alexandre Barcelos, enfatizou a complexidade estrutural do país. “A gente focou nos principais tópicos do Custo Brasil, como o sistema tributário, que é bastante complexo, o custo de capital, que é altíssimo, a logística, que é um grande gargalo, além da burocracia e da insegurança jurídica”, explicou.
Para Barcelos, esses fatores impactam diretamente o ambiente de negócios. “São componentes que fazem com que a vida do empresário no Brasil seja muito desafiadora. Empreender no país exige um esforço extraordinário, porque o custo brasileiro é muito alto e continua aumentando”, avaliou.
O painel contou ainda com a participação de Fernando Passalio, consultor em gestão pública, estratégia e atração de investimento, que trouxe uma visão sistêmica dos impactos dessas ineficiências. “O Custo Brasil pode ser traduzido nas diversas ineficiências do dia a dia das empresas, que acabam sendo repassadas para o preço dos produtos e encarecendo a vida do cidadão”, destacou.
Passalio ressaltou que os desafios são amplos e afetam toda a sociedade. “Falamos sobre logística, rodovias, custo dos juros, burocracia. Tudo isso impacta a competitividade e representa um resumo das dificuldades do país. Mas também aponta caminhos do que precisa ser melhorado para construirmos um Brasil melhor”, concluiu.
O painel encerrou a programação da 8ª edição da Imersão Indústria, consolidando o evento como um espaço estratégico de diálogo, troca de experiências e construção de soluções para o fortalecimento da indústria brasileira.
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O Imersão Indústria é uma realização do Sistema FIEMG e correalização da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O patrocínio master é da Vale, com apoio master do Sebrae Minas. Usiminas e Sicoob são os patrocinadores ouro. AngloGold Ashanti, ArcelorMittal, Herculano Mineração, Bemisa e CBMM são os patrocinadores prata. A parceria é da J. Mendes e da Construtora Barbosa Mello, e a parceria institucional conta com Allya, AmpliFicar 1a1 + Cluube. O apoio é da 98 News, Três Corações, F5 Office e Centro Universitário UNA.
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Ana Paula Motta
Imprensa FIEMG