A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 para 14,25%, anunciada nesta quarta-feira (17/6) pelo Banco Central (BC), é vista pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) como um sinal favorável para a economia brasileira. A entidade avalia que o movimento contribui para melhorar as condições de crédito e investimento, mas ressalta que o nível atual da taxa básica de juros ainda permanece elevado e continua impondo desafios à atividade produtiva, especialmente para os setores mais dependentes de financiamento.
Embora reconheça a importância da estabilidade de preços para a sustentação do crescimento econômico, a FIEMG destaca que a desinflação deve ocorrer de maneira compatível com a preservação da capacidade produtiva e da geração de empregos. Nesse sentido, a entidade entende que uma política monetária menos restritiva precisa ser acompanhada por maior coordenação com a política fiscal. A expansão dos gastos públicos e a adoção de medidas de estímulo à demanda tendem a reduzir a eficácia dos juros como instrumento de controle inflacionário, dificultando um processo mais consistente de redução da Selic.
Para a FIEMG, a continuidade de um ciclo sustentável de queda dos juros depende do fortalecimento dos fundamentos macroeconômicos e do compromisso com a responsabilidade fiscal. A entidade defende uma estratégia econômica capaz de conciliar controle da inflação, equilíbrio das contas públicas e estímulo à produção. Esse ambiente é fundamental para ampliar os investimentos, aumentar a produtividade e fortalecer a competitividade da indústria brasileira, criando condições para um crescimento econômico mais robusto e duradouro.
Imprensa FIEMG